Odontofobia: 6 dicas para atender pacientes com medo de dentista

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odontofobia homem e mulher atendimento

Odontofobia é o famoso medo de dentista! Essa condição está muito presente no nosso dia-a-dia de atendimento. Saber lidar com esse medo dos pacientes é fundamental para auxiliá-los e para que eles consigam realizar o tratamento necessário.

Sabemos que esse processo, de atender pacientes com odontofobia, pode ser muito desafiador. Por isso, fizemos esse texto com 6 dicas para você dentista atender de maneira assertiva os pacientes odontofóbicos. Veja!

O que é odontofobia?

São muitos os desafios que nós dentistas enfrentam nos nossos atendimentos. Talvez, um dos mais corriqueiros seja lidar com o medo e com a ansiedade dos nossos pacientes frente ao tratamento proposto.

É natural que todos os pacientes tenham um certo grau de ansiedade ou desconforto ao ir ao dentista. Principalmente se o paciente for passar por procedimentos cirúrgicos, por exemplo. Mas, existe um ponto no qual esse grau de ansiedade ou medo do procedimento pode ser tornar um problema: tanto para paciente quanto para dentista.

A fobia de dentista, ou odontofobia, pode causar  desistência do paciente para com um tipo de tratamento Tudo isso para evitar a dor, o medo e constrangimento. E, consequentemente, esse tipo de atitude pode gerar uma saúde bucal precária, que necessita de ainda mais procedimentos e tratamentos para recuperar a saúde bucal.

Além de desmarques e desistência de tratamentos, os pacientes com odontofobia podem ficar muito calados na consulta, começar a transpirar, sentir náuseas, tonturas e até mesmo, cair no choro. Em casos mais graves, o paciente pode ter ataques de pânico e até mesmo, gritar durante o atendimento.

Pensando que a odontofobia e a ansiedade são fatores que podem influenciar na precariedade da saúde bucal, é importante saber como os  cirurgiões-dentistas podem combater tal condição. Por isso nesse texto iremos abordar algumas dicas práticas para você lidar melhor com essa situação. Mas primeiro, entenda as causas da odontofobia.

Quais as causas da odontofobia?

odontofobia dentista e moca

Uma das principais causas da odontofobia é a cultura odontológica conhecida e vivenciada pelos mais velhos que foi passada para os mais jovens. Antigamente a precariedade dos tratamentos odontológicos o fazia extremamente invasivo. Os procedimentos eram mutiladores (exodontias), muitas vezes sem assepsia e anestesia adequada.

Além desse fator cultural também podemos citar outras condições que geram ansiedade e medo nas consultas odontológicas, veja abaixo:

  • Medo do desconhecido: essa condição está associada à falta de experiência em consultas anteriores ou a escassez de esclarecimentos que deveriam ser fornecidos pelo dentista sobre o procedimento que será executado;
  • Dor: o paciente sempre terá medo de sentir dor. Esse medo pode ser potencializado por experiências anteriores com falha em procedimentos anestésicos, por exemplo.
  • Constrangimento: muitos pacientes têm vergonha  na sua situação bucal e têm medo de ser julgados pelo profissional.
  • Fatores externos: muitas vezes o medo pode estar associado a outros fatores independentes que prejudiquem um indivíduo psicologicamente, como casos de abuso físico, mental ou sexual.

Odontofobia e ansiedade odontológica: qual a diferença?

odontofobia mulher no consultorio com medo

Ansiedade odontológica e fobia parecem termos bem semelhantes, não é mesmo? A verdade é que eles são conceitos diferentes, vamos entender melhor.

Segundo o artigo “Abordagem de pacientes com ansiedade ao tratamento odontológico no ambiente clínico”, de Jéssica Copetti Barasuol, Claudia Abreu Busato, Patricia Kochany Felipak, José Vitor Nogara Borges Menezes, a ansiedade odontológica é um sentimento que surge com o  encontro de uma situação temida.

Essa situação é caracterizada por tensão, nervosismo, apreensão ou uma preocupação em relação às consultas com o cirurgião-dentista, sem necessitar de algum estímulo para essa sensação.

Já a fobia requer um diagnóstico por profissionais, pois é um transtorno mental relacionado a um medo excessivo que faz com que a pessoa evite a consulta odontológica. Esse episódio gera um sofrimento emocional que precisa ser considerado, pois prejudica a saúde do indivíduo.

De maneira resumida, todos nós estamos sujeitos a sofrer de ansiedade. Uma cirurgia possivelmente irá gerar ansiedade. Mas esse sentimento não nos impede de realizar o procedimento. A fobia não é assim. A fobia é uma alteração que faz com que o indivíduo sinta tanto medo e ansiedade que o paralisa e  faz evitar o tratamento.

Somente crianças possuem Odontofobia?

odontofobia crianca e dentista

A resposta para essa pergunta é não! É muito comum encontrar crianças que possuem medo dentista, assim como elas têm medo de médico, hospital, vacina etc. As crianças possuem medo do novo e do desconhecido.

E essa situação pode piorar caso os pais ou parentes da criança contam histórias negativas em relação ao dentista e passam seus medos para elas. Mas a odontofobia pode acometer qualquer pessoa e de qualquer idade, por isso devemos estar atentos.

6 dicas para atender pacientes com Odontofobia

odontofobia dentista e paciente conversando

Mas afinal, como fazer para reduzir o nível de ansiedade e medo dos nossos pacientes no tratamento odontológico? Veja nossas dicas abaixo:

Ofereça uma sala de espera confortável

A ansiedade e o medo são sentimentos que muitas vezes podem ser controlados. Por isso é importante que o cirurgião-dentista trate o paciente de uma forma especial para amenizar a situação e criar um ambiente confortável de atendimento.

Por isso, a sua sala de espera deve ser aconchegante, com decoração que quebre aquela ideia de consultório odontológico. Colocar uma música tranquila, aroma agradável, luz baixa e treinar a sua equipe para fazer um acolhimento ideal é fundamental lidar não apenas com esse tipo de fobia, mas com todos os tipos de pacientes.

Evite também ter imagens de cirurgias, ou de procedimentos que podem gerar medo na sala de espera.

Não faça procedimento na primeira consulta

A não ser que seja uma urgência, evite realizar procedimentos na primeira consulta do paciente, mesmo que seja algo simples como profilaxia. É importante conhecer o seu paciente, saber sobre seus desejos, dores e medos antes de iniciar atendimento.

Ter essa ligação com paciente e estabelecer conexão e empatia é muito importante para reduzir o nível de ansiedade, ganhar confiança e reduzir o medo dos pacientes.

Explique o procedimento detalhadamente ao paciente

A falta de informação sobre o tratamento que será realizado gera sim muita ansiedade. O paciente fica pensando quais serão os passos, se sentirá dor ou não, se vai ter a fala ou alimentação atrapalhada, enfim, muitas dúvidas surgem.

Portanto, foque em transmitir com clareza cada etapa de um tratamento, tirando as dúvidas e tendo a preocupação de ver que o seu paciente está tranquilo sobre isso. Aqui, é importante estar atento à linguagem corporal para perceber se em algum momento a pessoa demonstra nervosismo ou medo. Se sim, trabalhe com ela nesses pontos.

Em atendimentos ao público infantil, converse com os responsáveis

odontofobia crianca no consultorio

Se você vai atender crianças esteja atento a todos os detalhes, pois não queremos provocar traumas que irão durar uma vida toda. É importante, antes de tudo, conversar com os pais e explicar como será a conduta clínica, para que não haja surpresa e para que os pais suportam e apoiam as atitudes do dentista em uma atmosfera positiva.

Sempre que possível faça o condicionamento da criança com o consultório. A criança sempre estará mais segura conhecendo o ambiente e confiando no profissional. Por isso, evite atender a criança clinicamente já na primeira consulta.

Faça pelo menos 2 consultas para aclimatar a criança com equipamentos, instrução de higiene bucal, brincadeiras, etc. Depois que ganhar a confiança comece com os procedimentos clínicos sempre explicando tudo aos pais.

Converse sobre os riscos de não ir ao dentista

Uma maneira de abordar o paciente com odontofobia é explicar para ele quais são os aspectos negativos da procrastinação do atendimento odontológico. Pacientes com odontofobia tendem a não comparecer às consultas ou evitar os dias de procedimentos.

Por essa razão explique de forma clara ao seu paciente que, a procrastinação pode agravar as suas alterações ou patologias bucais.

Esse fato irá fazer com que a gravidade do caso aumente e consequentemente o tratamento ficará mais difícil, com mais procedimentos envolvidos e, é claro, serão procedimentos mais invasivos.

Recomende ajuda psicológica

A odontofobia é uma doença psiquiátrica, um transtorno mental. Portanto, ela requer ajuda médica especializada. Psicólogos, terapeutas e até psiquiatras podem ser indicados para o tratamento da doença.

A intervenção do psiquiatra, por sua vez, poderá ajudar o paciente com a prescrição de medicações que o deixará mais tranquilo para fazer os procedimentos odontológicos. O psicólogo também ajudará o paciente a ter consciência da sua fobia e realizar estratégias para a controlar.

Uma outra maneira de abordar os pacientes com odontofobia é realizar tratamentos complexos sob sedação. Nesse tipo de abordagem, o médico anestesista fica no seu consultório durante todo o procedimento realizando a sedação consciente do paciente.

Dessa forma, existe a redução da ansiedade e a viabilização da realização de vários tipos de procedimentos por parte do paciente.

Conclusão

odontofobia crianca com medo

A fobia de dentista, ou odontofobia, nada mais é do que uma patologia que gera ansiedade e medo de dentista ou consultório odontológico. Essa condição geralmente é desencadeada por traumas, medo que pais passam para filhos e experiências negativas.

A odontofobia pode causar desistência do paciente para com um tipo de tratamento. Tudo isso para evitar a dor, o medo e o constrangimento. E, consequentemente, esse tipo de atitude pode gerar uma saúde bucal precária, que necessita de ainda mais procedimentos e tratamentos para recuperar a saúde bucal.

Para tentar controlar ou amenizar essa situação sugerimos que você gere uma ambiente tranquilo e confortável na sua recepção para evitar ansiedade, converse com o paciente e explique todo o procedimento que será realizado.

Evite fazer procedimentos clínicos já na primeira consulta, converse com os pais das crianças e realize uma adequação de ambiente com elas antes de iniciar o tratamento, ressalta os riscos da procrastinação do atendimento odontológico e sugira intervenções com outros profissionais, como psicólogo e psiquiatra sempre que julgar necessário.

Quer saber mais? Acesse nosso site e confira mais notícias sobre a área odontológica. 

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